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 Magia Wicca

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MensagemAssunto: Magia Wicca   Sab Maio 12, 2012 1:15 am


Wicca (nome alternativo para a arte da feitiçaria moderna) é uma religião de natureza xamanística, positiva, com duas deidades maiores reverenciadas e adoradas em seus ritos: A Deusa (o aspecto feminino e deidade ligada à antiga Deusa Mãe em seu aspecto triplo de Virgem, Mãe e Anciã.) e sou consorte, o Deus Cornífero (o aspecto masculino). Seus nomes variam de uma tradição wiccaniana para outra, e algumas utilizam-se de outros panteões para representar várias faces e estados de ambos os Deuses. Freqüentemente, Wicca inclui a prática de várias formas de Alta Magia (geralmente com propósitos de cura psíquica ou física, neutralização de negatividade e crescimento espiritual) e ritos para a harmonização pessoal com o ritmo natural das forças da vida marcadas pelas fases da lua e pelas quatro estações do ano. Wicca (que também é conhecida como "Arte dos Sábios", ou, muitas vezes, somente como "A Arte") é considerada por muitos uma religião panteísta, politeísta e faz parte de um ressurgimento atual do paganismo, ou movimento neopagão, como muitos preferem chamar. Feitiçaria, em inglês Witchcraft, é um termo derivado da palavra anglo-saxônica Wiccacraft, que significa "a arte dos sábios". Referia-se ao conhecimento superior possuído por certos indivíduos numa comunidade, conhecimento da natureza, da herbologia, das forças naturais que nos cercam, de certos aspectos da cura e da medicina e da capacidade de contatar a divindade. Assim, o Wicca não era uma força do mal, mas um sábio, a única pessoa na comunidade a quem se podia recorrer quando surgia algum problema religioso, médico, ou outro problema não material. Desde o começo dos tempos, o Xamã, ou sacerdote, era o sábio; e embora o cargo fosse de início atribuído a uma pessoa fisicamente deficiente que não podia caçar nem lutar, acabou por ser exclusivo de uma elite da comunidade e a pertencer aos seus estratos intelectuais mais elevados. A feitiçaria ocidental, uma tradição baseada sobretudo nas crenças das comunidades anglo-saxônias e escandinavas, que datam da Idade da Pedra, ergue-se sobre três conceitos básicos: (1) o culto de uma Deusa-Mãe, um princípio feminino, em vez dos deus-homem do cristianismo; (2) a crença na reencarnação e o desejo de renascer no mesmo tempo e lugar dos seus entes queridos; e (3) o conhecimento e o uso da magia, significando esse termo não as mágicas de palco, mas a manipulação da lei natural de modo a trazer benefícios para o homem, utilizando melhor os recursos naturais, explorando os segredos do universo e descobrindo atalhos e remédios para melhorar a vida. Esses são três aspectos cardeais de Wicca. Os bruxos não acreditam no demônio, porque o demônio veio depois, sendo invenção da igreja política do século XIV, que precisava de um adversário tangível para combater, em vista da continuação da crença no paganismo por grande parte do campesinato. A palavra "diabo" significa "estrangeiro" na língua cigana, mas para tornar esse adversário um anticristo, os chifres do deus grego Pã, o rosto de bode, mais os aspectos fogosos do Belzebu fenício contribuíram para a criação de uma força artificial do mal chamada diabo. Que essa invenção sem sentido tenha sobrevivido setecentos anos de iluminismo é surpreendente. Mas sobreviveu. Num recente programa de televisão, um padre que fora convidado a discutir o exorcismo comigo insistiu com toda a seriedade em que o demônio era uma pessoa real, exatamente como descrito na sagrada escritura. Os bruxos não tem familiares, isto é, animais a quem ordenam realizar o que desejam. Podem ter animais domésticos, pois a santidade de todas as formas de vida é parte da crença da feitiçaria. Os bruxos não lançam feitiços sobre cidadãos ou camponeses inocentes, mas curam os doentes quando estes lhes pedem para fazer isso. desde os tempos antigos, as comunidades agrícolas e, consequentemente, seus ritos estavam relacionados com a procriação dos animais. Seu rito de fertilidade, no qual os membros femininos da comunidade ou Coven dançavam ao redor do círculo sagrado montados em cabos de vassouras (símbolo da domesticidade), a fim de mostrar aos grãos até que altura deveriam crescer, transformou-se na fantasia da viagem pelo céu num cabo de vassoura. O companheiro simbólico da Deusa-Mãe, chamado de Deus Cornudo, transformou-se no demônio da igreja hostil, só porque o sumo sacerdote usa um elmo ornado de chifres durante as cerimônias. A feitiçaria não tem nada a ver com a Missa Negra. está é invenção de pessoas que buscavam emoções proibidas no século XVI, tornando-se particularmente popular na Inglaterra no século XVIII. é simplesmente um arremedo de culto religioso que conspurca a religião católica romana invertendo tudo, do crucifixo às orações. Como os bruxos nem mesmo reconhecem a existência do cristianismo, haveriam ainda menos de querer ridicularizá-lo. O satanismo ou culto do demônio também não tem a ver com a feitiçaria, salvo por ter tomado por empréstimo alguns ornamentos externos dos bruxos, pervertendo seu sentido ao fazê-lo. Enquanto os bruxos cultuam a vida e a santidade de todas as criaturas vivas, e proíbem toda forma de sacrifício humano ou animal, enquanto os bruxos acreditam em fazer aquilo que não faz mal a ninguém, os satanistas seguem uma linha de raciocínio oposta. O egoísmo, a cobiça, a luxúria e a plena satisfação dos desejos sensuais são não só permitidos como também encorajados, a destruição de criaturas mais fracas é santificada e o princípio do egoísmo louvado como forma saudável e construtiva de vida. Num trabalho deste tipo, deve-se dizer que não se poderia cuidar dos grupos satânicos reais, do mesmo modo que um compêndio psicológico não poderia lidar com o assassinato em geral. O que passa por culto satânico nos Estados Unidos é uma forma pálida de culto autocentrado, a que falta criminalidade e, em alguns casos, é perfeitamente benigno. Existem grupos satânicos no mundo inteiro; são gente emocionalmente doente, para quem o homicídio é emoção; e fazem tanto parte do oculto quanto um assassino merece a tolerância da comunidade. Além das assembléias de bruxos e dos praticantes individuais, e dos grupos e indivíduos satânicos, há muitas formas de paganismo, que vão das revivescências da antiga religião egípcia às formas de culta neogregas ou neoceltas.


O que esses diversos grupos de diferentes origens étnicas têm em comum é sua atitude pagã; alguns são politeístas e adoram uma multidão de divindades; outros são aparentemente monoteístas, embora orientados para um ser supremo feminino. Alguns praticam seus cultos usando roupas comuns, outros usam vestes pretas e brancas, alguns se apresentam nus, e todos têm uma funda e crescente preocupação com a santidade do meio ambiente. A julgar pela quantidade de correspondência e indagações que recebo a cada semana, há um interesse cada vez maior em tornar-se pagão; os jovens, especialmente, parecem desiludidos com suas igrejas estabelecidas e buscam novas orientações religiosas; não pelo desejo de ter uma experiência excitante, mas por um desilusão genuína com a religião em que foram educados. Muito poucos pedem para entrar em contato com o coven de bruxos mais próximo, com a finalidade de ajustar contas com alguém, achando que vão aprender a fazer feitiços praticamente da noite para o dia. De vez em quando, alguém se queixa de que um vizinho o enfeitiçou e pergunta se poderia também aprender a enfeitiçar o vizinho. Com o crescente interesse nas várias formas de cultos pagãos, as alas fanáticas do movimento fundamentalista também aumentaram sua "vigilância", publicando panfletos e propaganda contra a disseminação do que consideram movimentos diabólicos, citando profusamente a Bíblia, como se a Bíblia fosse de fato escrita diferentemente pela divindade: e, em alguns casos, chegam mesmo a organizar caravanas para fazer propaganda contra o satanismo por todo o país. Isso cheira a perseguição religiosa: e, em alguns casos, resultou em arruaças devido ao comportamento provocador dos jovens fanáticos fundamentalistas, que desafiaram os pagãos não apenas para debater, mas também para disputas físicas. Como os pagãos não estão nem um pouco interessados em fazer proselitismo ou em converter os cristãos ou outras religiões ao seu modo de vida - e de fato opõem-se às conversões, se não provierem de convicções profundas e duradouras -, a necessidade dessa reação violenta por toda parte dos extremistas, entre os fundamentalistas, parece pouco justificada. ela deriva talvez de um motivo semelhante ao que fez com que os cruzados medievais tentassem libertar a Terra Santa dos "infiéis", na idéia errada de que a Palestina estava sofrendo sob o jugo do Islã, quando na realidade os cristãos, judeus e maometanos viviam pacificamente juntos. Hoje, o movimento pagão está numa encruzilhada; não mais secreto, nem clandestino, e perfeitamente protegido pela legislação tanto federal quanto estadual como expressão de convicções religiosas, os diversos grupos, igrejas, covens e indivíduos pagãos são livres para praticar seu tipo particular de religião como desejarem. São até livres para fazer proselitismo, se desejarem, o que na verdade não querem. Não estão inteiramente livres do preconceito social, e em algumas comunidades distantes ainda persistem antigas superstições com relação aos bruxos e aos pagãos em geral. Mas, de modo geral, muita pouca gente sofre por ser pagã; e, nos poucos casos em que alguém perdeu o emprego por suas convicções religiosas, os tribunais rapidamente o reintegraram em suas legítimas funções. Quando nada, a sociedade mostra-se mais do que justa com aqueles que têm convicções religiosas estranhas. A imprensa leiga, por outro lado, sempre adepta de clichês batidos, não mudou muito a imagem que tem da feitiçaria, que é a dos contos de fadas. Quando fazem entrevistas com bruxos, geralmente à época do Halloween, essas entrevistas demonstram condescendência ou provocam o ridículo; às vezes chegam à difamação e à calúnia. Não, espanta, portanto, que os praticantes dedicados da feitiçaria ou outras crenças pagãs não se deixem entrevistar pela imprensa, rádio ou televisão, preferindo praticar seu culto discretamente ou encontrar-se com gente que tem as mesma convicções. O que sobra para os meios de comunicação é um grupo pequeno, mas escandaloso, de candidatos a bruxos e feiticeiros, ou qualquer que seja a denominação da fantasia que escolhem, e que não representa mais os verdadeiros pagãos do que o fundamentalistas fanático representa a religião. Embora a necessidade de sigilo não seja mais essencial, já surge outro perigo no horizonte do emergente movimento neopagão. Os grupos e indivíduos pagãos, à medida que se libertam da perseguição, adaptam rapidamente os métodos da religião convencional às suas próprias necessidades. Grupos rivais acusam-se dessa ou aquela transgressão da "lei", como se houvesse de fato uma lei escrita no paganismo. Rivalidades entre os bruxos, quanto à atitude mais adequada, acusações respondidas por outras acusações e a ocupação constante com palavras e discussões passou a ser a marca registrada de muitos pagãos hoje em dia. Em muitos grupos pagãos, os iniciados adotam nomes secretos pelos quais se reconhecem mutuamente. Isso de baseia na velha crença de que há poder não só nas letras, mas também nos e em frases inteiras. Consequentemente, mudar do nome leigo para o nome pagão separa o mundo material do mundo espiritual. Não há nada em qualquer das crenças pagãs, inclusive até mesmo no satanismo praticado nos Estados Unidos, que seja de alguma forma perigoso para a comunidade ou um convite aberto à rebelião política. Faz parte da natureza dos grupos pagãos, em geral, que eles reunam e se dissolvam com bastante freqüência, sendo muito mais efêmeros do que as comunidades cristãs ou outras comunidades religiosas. As pessoas se reúnem por uma razão; agrupam-se em torno de um determinado líder ou ideal e, quando se cansam disso, ou descobrem que seu líder tem pés de barro, afastam-se e encontram novas válvulas de escape para sua expressão religiosa. A maioria dos pagãos parece concordar com várias dessas crenças comumente sustentados: 1 - A divindade é imanente ou interna, bem como transcendente ou externa. Isso é expresso com freqüência nas frases: "Tu ás Deus" e "Tu és Deusa". Isso pretende representar que os Deuses tanto estão no Universo, no Planeta, quanto dentro de cada um de nós. Nós somos manifestações dos Deuses. 2 - Uma multiplicidade de deuses e deusas, como deidades individuais e como facetas dos dois Aspectos Divinos. 3 - Amor e respeito pela Natureza como algo divino por direito próprio fazem da conscientização ecológica e dessa atividade uma obrigação religiosa. 4 - Descontentamento com as organizações religiosas monolíticas e desconfiança de supostos messias e gurus. 5 - A convicção de que os seres foram feitos para viver vidas repletas de Amor, alegria, prazer e humor. A concepção de "pecado original" inexiste. 6 - O direito de agir como bem quiser, desde que isso não prejudique a ninguém. 7 - O conhecimento de que, com treinamento e intenção apropriados, as mentes e os corações humanos são totalmente capazes de realizar magia. 8 - A importância da conscientização e celebração dos ciclos solar e lunar e também de outros em nossas vidas. 9 - Uma grande fé na capacidade das pessoas de resolverem seus próprios problemas e dificuldades. 10 - Um total compromisso com o crescimento, evolução e equilíbrio pessoal e universal. Espera-se que o pagão realize esforços intermitentes nessas direções. A religião wiccaniana é formada de várias tradições (espécie de seitas) como a Gardneriana, Alexandrina, Diânica, Tânica, Georgiana, Tradicionalista ética e outras. Várias dessas tradições foram formadas e introduzidas nos anos 60, e, embora seus rituais, costumes, ciclos místicos e simbolismos possam ser diferentes um dos outros, todas se apoiam nos princípios comuns da lei da Arte. O dogma principal da Arte Wicca é o Conselho Wiccaniano, um código moral simples e benevolente: SEM PREJUDICAR NINGUéM, REALIZE SUA VONTADE. Ou, em outras palavras, você é livre para fazer o que quiser, contanto que, de forma aluga, prejudique alguém - nem mesmo você. (O Concelho Wiccaniano é extremamente importante e não deve ser esquecido na realização de qualquer encantamento ou ritual mágico, especialmente naqueles que podem ser considerados como não-éticos ou de natureza manipuladora.) A Lei Tripla ( ou Lei de Três ) é uma lei kármica de retribuição tripla que se aplica sempre que você faz alguma coisa , seja ela boa ou má. Não que você será "castigado" por um ato mau, porém, quando você envia uma energia, o curso natural dela é voltar à você. Assim, caso envie algo de negativo, essa força fará seu caminho, se fortificando, e retornará até você. Os seguidores da Religião Wicca são chamados de Wiccanianos, Wiccanos, Wiccans ou Bruxos. A palavra Bruxo (a) aplica-se (ou ao menos deveria ser aplicada APENAS) aos representantes da Arte. A palavra WARLOCK que significa "aquele que rompe o juramento" é usada para apontar traidores da Grande Mãe. Muitos Wiccans usam um ou mais nomes secretos (também conhecidos como nomes mágicos, ou nomes de iniciação) para significar o renascimento espiritual e uma nova vida dentro da Arte. Os wiccanianos não aceitam o conceito arbitrário do pecado original ou do mal absoluto, e não acreditam em céu ou inferno. Eles crêem que quando morremos, vamos à Terra de Verão (ou Terra da Juventude Eterna), onde recobramos nossas forças e nos tornarmos jovens novamente.

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